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Equipe da UFPE visita Carpina para discutir projeto de gestão de resíduos sólidos

O objetivo é realizar uma parceria e pensar conjuntamente em alternativas, aproximando a gestão municipal e a Universidade

Um grupo de representantes da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) foi hoje (24) pela manhã ao município de Carpina, na Zona da Mata Norte, para apresentar as competências de gestão de resíduos sólidos ao prefeito Manoel Severino da Silva. O objetivo é realizar uma parceria e pensar conjuntamente em alternativas, aproximando a gestão municipal e a Universidade.

De acordo com o assessor do reitor Breno Caldas, a Universidade, com sua comunidade acadêmica de cerca de 50 mil pessoas, pode ser considerada como um dos mais importantes municípios pernambucanos e pode compartilhar sua experiência na gestão de 15 toneladas de lixo por dia. “Podemos trazer soluções reais e concretas para os problemas que a cidade enfrenta”, explica.

O coordenador da Biorrefinaria Experimental de Resíduos Sólidos Orgânicos (Berso), professor Rômulo Menezes, destacou a importância de juntar o desejo do poder público de resolver esse problema com as ações de educação da população. “Lixo é recurso. Em vez de enterrar no aterro sanitário, a população pode separar os resíduos para processar, produzir adubo orgânico, energia. Pode, em vez de despesa, gerar emprego e renda”, diz.

“O lixo tem um potencial econômico absurdo, é só saber lidar, cuidar e destinar corretamente”, ressalta o diretor de Gestão Ambiental (DGA) da Superintendência de Infraestrutura (Sinfra) da UFPE, Manoel de Castro, que explicou como a Universidade realiza a destinação conforme o tipo de material. Além da busca de soluções para os resíduos gerados na cidade, é necessário despertar a consciência ambiental da população.

MÃOS – O projeto de extensão Mãos Solidárias, que envolve educação popular, é um dos recursos que serão usados pela professora Ana Wládia Lima, do curso de Enfermagem do Centro Acadêmico de Vitória (CAV), para organizar as comunidades em torno do tema ambiental e do lixo. “Precisamos fazer com que o lixo seja um recurso para a comunidade, pois temos a tecnologia e o município abraçou o projeto”, afirma.

A professora Zélia Santana, dos cursos de licenciatura em Ciências Biológicas e de Educação Física do CAV, frisou a necessidade de trabalhar pedagogicamente a consciência ambiental na educação básica no município. “A educação reverbera na casa de cada um”, lembra. Ela também pretende trazer a experiência de orientação de cooperativas de catadores que atuam em Vitória de Santo Antão. “É uma política pública que nasce desse convênio”, ressalta.

Data da última modificação: 25/09/2020, 10:22