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UFPE integra comissão de instituições de Pernambuco que visitou o Núcleo Ressocializador da Capital em Alagoas

Há interesse de elaborar projeto piloto para implantação de núcleo em Pernambuco

Com informações da Assessoria da Seris/Alagoas

A UFPE, representada pelo pró-reitor de Extensão e Cultura, Oussama Naouar, integrou a comissão de instituições de Pernambuco que visitou ontem (22) o Núcleo Ressocializador da Capital (NRC), em Maceió (AL). A visita teve como objetivo conhecer a metodologia de trabalho dos policiais penais e a gestão da Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social (Seris) de Alagoas, visando à elaboração de um projeto piloto para implantação de um Núcleo Ressocializador em Pernambuco.

Foto: Divulgação

Pró-reitor Oussama Naouar participou da visita à Seris, em Maceió

O NRC centra-se em três pilares: trabalho, estudo e disciplina. Inaugurada em agosto de 2011, a unidade prisional surgiu com o propósito de levar a Alagoas um modelo que contribuísse efetivamente para a reintegração social de pessoas privadas de liberdade. Para isso, os procedimentos desenvolvidos na unidade são humanizados, dispensando atenção individual e personalizada aos que cumprem pena, sem perder de vista as rotinas baseadas na ordem e na disciplina.

As ações do NRC cumprem a Lei de Execução Penal, sobretudo no tocante às assistências à saúde, educacional, jurídica e social. O Núcleo também se concentra na preparação para o mercado de trabalho, por meio do estudo e da qualificação profissional, além do incentivo à prática das artes. O resgate de vínculos afetivos familiares também é estimulado. A Seris ainda investe em parcerias para disponibilizar vagas de trabalho aos custodiados.

Com capacidade para 157 custodiados, mas com 111 internos atualmente, o NRC funciona no antigo Presídio Rubens Quintella. O prédio, interditado pela justiça em 2007, passou por uma série de intervenções estruturais para receber oficinas profissionalizantes e salas de aulas. Rampas e banheiros para pessoas com necessidades especiais foram instalados, tornando a unidade apta a receber adequadamente reeducandos com qualquer tipo de deficiência.

O resultado das ações, segundo a Seris, reflete-se no índice de reincidência registrado entre os reeducandos que passaram pelo Núcleo Ressocializador. Desde 2011, dos 611 custodiados que progrediram do regime fechado para o semiaberto no NRC, apenas 4% cometeram novos delitos, sendo o último caso de reincidência registrado em maio de 2017.

Data da última modificação: 23/01/2020, 11:46