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Mário Melo - Um dos mais atuantes jornalistas brasileiros e o mais atuante de Pernambuco durante a sua época

Fotografia de Mário Melo - Fonte: Editora CEPE

Há 61 anos, morria na madrugada do dia 24 de maio de 1959 - na Rua Santo Elias, nº 292 - no bairro de Espinheiro - no Recife, o jornalista Mário Carneiro do Rego Melo, mais conhecido por Mário Melo - com 75 anos, deixando sua cidade órfã. Seu corpo foi velado no Instituto Arqueológico, que por ter sido sempre a casa de Pernambuco, era o recanto do mundo mais querido pelo perpétuo Mário Melo.

Mário Carneiro do Rego Melo nasceu no dia 5 de fevereiro de 1884, na casa-grande do engenho Barbalho, no bairro da Iputinga, no Recife, filho do juiz federal Manuel do Rego Mello e Maria da Conceição Carneiro da Cunha do Rego Mello, apelidada familiarmente de Ciçone. Mário Melo era primo em segundo grau do célebre abolicionista e maior tribuno popular da história de Pernambuco, José Mariano Carneiro da Cunha.

Estudou em vários estabelecimentos de ensino no curso secundário, que foram: Ginásio Pernambucano, Liceu Alagoano, Liceu Paraibano, conforme consta no formulário da vida escolar.

Ingressou no curso de Ciências Jurídicas e Sociais na Faculdade de Direito do Recife - em 11 de marços de 1903, foi aluno de Martins Júnior e colega de Augusto dos Anjos. Mário Melo teve atuação destacada em seus anos de estudante, participando da vida cultural e artística de então. Tomou o grau de Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, em 21 de dezembro de 1907. Na imagem abaixo, segue o julgamento do exame do 4° ano de Mário Carneiro do Rego Mello, em dezembro de 1906. Arquivo da Faculdade de Direito do Recife.

Além de telegrafista, iniciou a carreira de jornalista no periódico O Álbum, de sua propriedade. Mário Melo teve mais de 20 livros publicados, como A Maçonaria e a Revolução de 1817 (1912),  Frei Caneca (1933), dentre outros.

Durante sua vida, Mário Melo foi advogado, jornalista, historiador, geógrafo, filatelista, numismata, músico e político. Atuou como jornalista no Diário de Pernambuco e no Jornal do Commercio, foi membro do IAHGP dos seus 25 anos até a data de sua morte em 1959 - Secretario perpétuo da Academia Pernambucana de Letras e do Próprio IAHGP.

Em sua homenagem o Maestro Nelson Ferreira compôs o frevo de bloco intitulado a Evocação No. 3 (subintitulada Mário Melo), laureada como "a música do carnaval de 1960" e interpretada até hoje por muitos blocos:

       “Cadê Mário Melo?

       Partiu para a eternidade!

       Deixando na sua cidade,

       Um mundo de saudade sem igual.

       Foliões! A nossa reverência

       A sua grande ausência

       No nosso carnaval!”

 

Fontes:

>> ARQUIVO DA FACULDADE DE DIREITO DO RECIFE. Assentamento individual (dossiê) do aluno Mário Carneiro do Rego Melo.

>> IAHGP - Instituto Arqueológico Histórico e Geográfico Pernambucano <http://www.iahgp.com.br/>

>> Gaspar, Lúcia. Mario Melo. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/>. Acesso em: 24 maio 2020.

Data da última modificação: 24/08/2020, 06:00