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Fagundes Varella - Um dos maiores expoentes da poesia brasileira da segunda geração do romantismo

Fotografia de Fagundes Varella - Fonte: Academia Brasileira de Letras

Luiz Nicolau Fagundes Varella natural da província do Rio de Janeiro nasceu no dia 17 de agosto de 1841, filho do Dr. Emiliano Fagundes Varella e de Emília de Andrade, ambos de famílias fluminenses bem situadas. De acordo com a guia de transferência, onde consta que foi batizado em 19 de setembro de 1841. 

Em 1859, quando tinha 18 anos, mudou-se para São Paulo a fim de estudar direito, mas adiou o projeto porque passou a levar vida boêmia.  E só três anos após, ingressou na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco em 1862 e continuava participa da vida boêmia da cidade. Quando concluiu o segundo ano, resolveu terminar o curso de Direito em Recife. Então resolveu viajar para Recife e enquanto estava em viagem, sua esposa, que ficara em São Paulo.

Conforme consta na guia de transferência acima e assinada pelo Conselheiro Dr. José Maria de Avelar Brotero - Diretor interino da Faculdade de Direito da cidade de São Paulo, em 13 de dezembro de 1864 - fez atos das matérias do segundo ano, em que foi aprovado simplesmente e deseja continuar os seus estudos na Faculdade de Direito do Recife. Enquanto cursa o terceiro ano na Faculdade de Direito do Recife – em 1865, recebeu a notícia da morte de sua esposa - Alice Guilhermina Luande.

Com a morte da mulher, regressou - em 1866 - a São Paulo, reinscrevendo-se em 1867 no quarto ano do curso de Direito. Abandonou de vez o curso e recolheu-se à casa paterna, na fazenda onde nascera.

Em 1870, mudou-se com o pai para Niterói, onde viveu até o fim da vida, com largas estadas nas fazendas dos parentes e certas frequências nas rodas da boêmia intelectual do Rio. Dedicou-se à literatura, a qual nota-se refletida suas tristezas e angustias na vida. Devido a isso, entrega-se a boemia e falece em Niterói, dia 18 de fevereiro de 1875, com 34 anos, vítima de apoplexia (acidente vascular cerebral-AVC) e sepultado no dia 19 de fevereiro de 1875 no cemitério do Maruí em Niterói.

Por instância de Lúcio de Mendonça, é patrono da cadeira n.º 11 da Academia Brasileira de Letras. Foi a sua cadeira nominada em honra a Fagundes Varella. Considerado um dos maiores expoentes das letras no Brasil.

Sua poesia apresenta características da segunda e da terceira geração de poetas românticos do Brasil. Além de apresentar temas sobre a natureza, a angústia, a solidão, a melancolia e o desengano, apresentam também temas sociais e políticos.

Suas principais obras: Noturnos (1863); O estandarte auriverde (1863); Vozes da América (1864); Cantos e Fantasias (1865); Cantos do Ermo e da Cidade (1869); Cantos meridionais (1869); Anchieta, ou Evangelho na Selva (1875); Cantos religiosos (1878); Diário de Lázaro (1880).


Fontes consultadas:

>> Academia Brasileira de Letras - http://www.academia.org.br/academicos/fagundes-varela/biografia
>> Biblioteca Nacional Digital Brasil - http://bndigital.bn.gov.br/fagundes-varella/ 
>> A Nação : Jornal Politico, Commercial e Litterario (RJ) - Piblicação da tarde - 20 de fevereiro de 1875 - Num 35 - pg.2 - http://memoria.bn.br/DocReader/586404/3000 
>> Livros de Guias de Transferências Recebidas – 1846 – 1878 – Acervo do Arquivo da FDR
>>Lista geral dos estudantes matriculados na Faculdade de Direito do Recife de 1865 – Acervo do Arquivo da FDR

Data da última modificação: 24/08/2020, 05:51