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CIn tem defesas de teses amanhã (13)

Defesas serão realizadas de manhã e à tarde

O Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação terá, amanhã (13), defesas de teses de doutorado durante todo o dia. Pela manhã, às 9h, serão defendidas as teses “Availability and Capacity Modeling for Virtual Network Functions based on Redundancy and Rejuvenation Supported through Live Migration” e “Desenvolvimento Ético de Software: A Impossibilidade de Desconsideração da Segurança Computacional na Produção de Software e a Premência de Mudança na Conduta da Indústria, da Academia e dos Desenvolvedores”; já na parte da tarde, a partir das 14h, acontecerá a defesa da tese “Uma Teoria Sobre Conflito em Equipes de Engenharia de Software”.

A primeira tese, “Availability and Capacity Modeling for Virtual Network Functions based on Redundancy and Rejuvenation Supported through Live Migration”, desenvolvida pelo aluno Erico Augusto Cavalcanti Guedes e orientada pelo professor Paulo Romero Martins Maciel, será defendida no anfiteatro do CIn, a partir das 9h. A banca examinadora será composta pelos professores Antonio Alfredo Ferreira Loureiro (Departamento de Ciência da Computação/UFMG), Djamel Fawzi Hadj Sadok (CIn/UFPE), Edmundo Roberto Mauro Madeira (Instituto de Computação/Unicamp), Nelson Souto Rosa (Centro de Informática/UFPE) e Paulo Roberto Freire Cunha (Centro de Informática/UFPE).

A segunda tese, “Desenvolvimento Ético de Software: A Impossibilidade de Desconsideração da Segurança Computacional na Produção de Software e a Premência de Mudança na Conduta da Indústria, da Academia e dos Desenvolvedores”, desenvolvida pela aluna Fabiana Figueira Sanches Flores e orientada pelo professor Silvio Romero de Lemos de Meira, será defendida no auditório do CIn, a partir das 9h. A banca examinadora será composta pelos professores Ana Carolina Brandão Salgado (Centro de Informática /UFPE), Felipe Silva Ferraz (Cesar School), Leandro Marques do Nascimento (Departamento de Computação/UFRPE), Marcus Vinicius Dantas Linhares (Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Mercado/IFPI), Sergio Castelo Banco Soares (Centro de Informática/UFPE) e Vinicius Cardoso Garcia (Centro de Informática/UFPE).

A terceira tese, “Uma Teoria Sobre Conflito em Equipes de Engenharia de Software”, será defendida a partir das 14h no auditório do CIn. A tese foi desenvolvida pela aluna Nadja Medeiros Justino da Silva e orientada pelo professor Fabio Queda Bueno da Silva. A banca examinadora será composta pelos professores André Luis de Medeiros Santos (Centro de Informática/UFPE), Clauirton de Albuquerque Siebra (Departamento de Informática/UFPB), Denilson Bezerra Marques (Departamento de Ciências Administrativas/UFPE), Hermano Perrelli de Moura (Centro de Informática/UFPE) e Patrícia Cabral de Azevedo Restelli Tedesco (Centro de Informática/UFPE).

Resumo 1

O sucesso da virtualização de servidores e da computação em nuvem levou a um subsequente requisito de virtualização de rede, porque a flexibilidade alcançada pelos recursos de hardware virtualizados poderia ser prejudicada por interconexões de rede estáticas. A virtualização de rede refere-se à capacidade de executar instâncias virtuais de roteadores, switches e links sobre um substrato de rede físico. Assim, várias redes virtualizadas podem coexistir em uma infraestrutura de rede comum. Tecnologias como Redes Definidas por Software, Virtualização de Funções de Rede e Encadeamento de Funções de Serviços foram lançadas para permitir a substituição de dispositivos de hardware de rede tradicionais por cadeias lógicas de Virtualização de Funções de Rede~ (VNFs - Virtual Network Functions). Como uma consequência, as redes virtualizadas representam obstáculos adicionais ao fornecimento de serviços de alta disponibilidade, porque resultam em mais camadas de software: o número crescente de componentes de software necessários para executar sistemas virtualizados também aumenta o número de possíveis falhas. Esta tese projetou e avaliou um conjunto de modelos estocásticos para melhorar o fornecimento de funções de rede virtuais, considerando métricas de disponibilidade e capacidade. Os modelos são capazes de representar mecanismos de alta disponibilidade, como redundância e rejuvenescimento de software, permitindo estimar o comportamento das métricas estudadas diante desses mecanismos. A metodologia adotada contemplou a montagem e configuração de uma infraestrutura de alta disponibilidade de computação em nuvem. A nuvem implementada suporta o fornecimento de VNFs e cadeias de serviços virtuais redundantes, permitindo a medição de valores dos parâmetros a serem injetados nos modelos. Para mostrar a aplicabilidade das soluções propostas, também é apresentado um conjunto de estudos de caso. Os resultados demonstram a viabilidade em fornecer cadeias de VNFs em uma infraestrutura de nuvem para os cenários estudados, e podem ser úteis para provedores e operadoras de telecomunicações nas suas infraestruturas heterogêneas.

Resumo 2

Devido ao advento da internet e à massiva produção de sistemas embarcados no presente, há, literalmente, software em todos os lugares. Na sociedade atual, esta irreversível onipresença do software impacta na vida das pessoas e empreendimentos em uma forma inédita, tendo feito com que o desenvolvimento de software e a indústria de software atingissem um nível de importância sem precedentes. Embora a indústria de software tenha crescido em relevância e evoluído muito nas últimas décadas, dados empíricos sugerem que algumas de suas práticas podem apresentar uma faceta preocupante, especialmente quando considerados a segurança, a forma com que este atributo é considerado ao longo do desenvolvimento do software e um procedimento usual adotado para evasão de responsabilidade pelo que se produz: a definição de End User License Agreements e de Terms of Services, documentos nos quais são feitas exclusões e limitações de responsabilidade, bem como a difusão da ideia de que o software é oferecido no “estado em que se encontra”. Pretendo-se examinar estas condutas, foi realizada a investigação ora relatada nesta Tese, almejando-se obter respostas às seguintes perguntas de pesquisa: Qual é, atualmente, a expressividade das vulnerabilidades de segurança em software? Existem fatores que contribuem para a insegurança no software? É possível se associar preterição dos Requisitos de Segurança em favor dos Requisitos Funcionais ao longo dos processos de desenvolvimento de software? Os desenvolvedores em geral têm um conhecimento formal mínimo sobre Segurança Computacional e sobre Segurança no software? O que a Indústria de Software tem feito relativamente à Segurança? Está a Indústria de Software tentando se evadir à responsabilidade por falhas de Segurança no software que produz, condicionando o uso dos seus produtos/ serviços à irrestrita aceitação de cláusulas unilaterais de exclusão/ limitação de responsabilidade em End User License Agreements e Terms of Services? Se a Indústria de Software estiver se furtando à responsabilidade pelo que produz, é possível a sua responsabilização no Direito Civil? Se as cláusulas em End User License Agreements e Terms of Services puderem ser tidas como legais, é possível as considerar antiéticas? A Indústria de Software e os desenvolvedores de software agem eticamente quando lidam com os Requisitos de Segurança? Que consequências podem resultar, para o público em geral e para a própria Indústria de Software, da consolidação de um estado de insegurança relativamente ao software? Há algo que possa ser feito para se evitar a consolidação referida? Para se responder a estas perguntas de pesquisa, foi delineado um pragmático estudo quantiqualitativo. Formado um referencial teórico, realizaram-se coletas primárias e secundárias de dados. Partindo-se de uma amostra de dados reais de pentesting obtida junto a uma empresa de Segurança Computacional, de entrevistas, de surveys e de análise documental, construiu-se um panorama geral sobre a segurança atual no software, apresentando-se reflexões sobre a significância dos números obtidos para a Engenharia de Software, para a Academia, para a Indústria de Software e para a sociedade civil. Após a exposição referida, faz-se uma proposta para a superação das potenciais nocivas consequências da Crise de Segurança no Software e comentários finais são feitos.

Resumo 3

Contexto: O conflito pode ocorrer em diferentes níveis da organização, e é definido como uma divergência de princípios, aspirações e perspectivas, que dão origem a tensões percebidas por pelo menos um integrante do grupo que busca os mesmos objetivos, ou ainda como resultado de comportamentos incompatíveis entre os integrantes da equipe. Na literatura, são descritos três tipos já consolidados, o conflito de tarefa que representa uma tomada de consciência das diferenças de pontos de vista a respeito das tarefas do grupo, e inclui comportamentos, como discutir as vantagens devido a escolhas alternativas de ação que se adequam com as decisões do grupo, o de relacionamento que acontece quando há incompatibilidades interpessoais entre integrantes do grupo, e normalmente inclui tensão, animosidade e irritação e o de processo que trata da realização da tarefa, de como proceder na unidade de trabalho, e saber quem é responsável por que e como as coisas devem ser desenvolvidas. Também foram apresentadas evidências da existência de variáveis que moderam a relação do conflito com os resultados do trabalho, e que essa influência pode variar diante da natureza do trabalho. A despeito das características prática e teórica do tema, os estudos sobre conflito em equipes de software ainda são escassos e inconclusivos quanto à tipologia de conflitos, seus antecedentes e consequentes. Objetivo: construir um modelo que descreva e explique a dinâmica do conflito intragrupo na prática do desenvolvimento de software, e para isso nos propomos a responder a pergunta: Quais são os benefícios e efeitos negativos do conflito intragrupo na prática do desenvolvimento de software em organizações? Método: foi realizado um estudo de natureza qualitativa, estruturada em ciclos que compreendem as etapas: (1) realização de uma revisão sistemática de literatura para descrever o estado atual da pesquisa sobre o conflito em equipes de desenvolvimento na Engenharia de Software; (2) A realização de um Estudo de Caso para obter as causas e consequências do conflito em equipes de desenvolvimento na Engenharia de Software. Resultados: Ao final desta pesquisa, foi elaborado um modelo preditivo que descreve os benefícios e efeitos negativos do conflito intragrupo na prática do desenvolvimento de software na indústria; a caracterização dos tipos de conflito intragrupo que são encontrados em equipes de software na prática das organizações; a identificação dos fatores moderadores dos efeitos de cada tipo de conflito intragrupo no desenvolvimento de software; e a descrição e avaliação de técnicas de design do trabalho que podem ser utilizadas para atenuar os efeitos negativos e aumentar os benefícios de cada tipo de conflito intragrupo no desenvolvimento de software. Conclusão: Esta pesquisa apresentou resultados que descreve o conflito como um fenômeno que pode trazer consequências benéficas para o desempenho, dinâmica e satisfação dos membros das equipes. Foram apresentadas evidências relevantes e resultados significativos para serem utilizados como suporte para novas pesquisas, e principalmente para guiar profissionais da área no uso prático desta técnica gerencial.

Data da última modificação: 12/09/2019, 12:41